Entrevista
- Mara Cornelsen
- 23 de jul. de 2025
- 1 min de leitura
Onde te acho?
Por aí, deixando marcas de pés na areia da praia.
Que fazes?
Observo o voo dos pássaros, o cair da tarde, a chegada da chuva.
Coisa pensas?
Em poesias. Versos de pernas quebradas, rimas ricas, felizes.
Que sentes?
Saudades... de gentes inexistentes, moradoras no espírito.
Como as vê?
Com olhos da alma, luminosas.
Viajas?
Pelas brumas. Montada numa penugem.
Tens bagagem?
Sim, muita. Toda guardada no pensamento.
Para onde vais?
Para dentro de mim, conhecer lugares exóticos, nunca explorados.
Vais só?
Jamais. Levo esperança e amor.
Quando voltas?
A qualquer movimento do tempo.
Estás feliz?
Sim, como uma flor ao desabrochar. Efêmera e perfumada.
Algum sofrimento?
Todos que o corpo poderia carregar. Mas os larguei pelo caminho.
Amigos?
Muitos, de matizes, forma e tamanhos diferentes. Especiais.
Meta?
Fazer alguém feliz!
Sonho?
Deitar numa nuvem e descansar o coração.
Obrigada!
Não por tão pouco.
Grata então.
Gratidão é sublime. Use com parcimônia. Mas, use!
